segunda-feira, 13 de julho de 2009

"Os seres humanos me assombram"


"Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger, encontrou a morte três vezes e saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse contar a sua história." Estou escrevendo sobre o livro A menina que roubava livros, de Markus Zusak, um dos melhores que já li. Emociona desde as primeiras linhas, narra a saga de Liesel Meminger, que vê seu irmão morrer, quando sua mãe, sem condições de criá-los, estava levando ambos para ser entregue para outra família, os Hubermamms.

Hans, um pintor desempregado, Rosa, uma dona de casa rabugenta. O cenário nos traz a Alemanha nazista, no meio de uma absurda segunda guerra mundial, a cidade, Molching, nos arredores de Munique, a rua, Himmel, que traduzindo, quer dizer Céu, e uma personagem que cria vida, apesar do seu nome, a Morte, que é quem nos narra a história. É nessa casa, dos seus pais adotivos, que se desenrola a trajetória de Liesel, trazendo consigo, o amor pelas palavras impressas, desde que, por um descuido do coveiro, que enterrou seu irmão, apanhou uma caderneta, O Manual do Coveiro, que ele deixou cair, escondendo junto com suas coisas. A partir daí, enveredou numa aventura pelos livros, que volta e meia, retirava da casa da primeira dama da cidade, junto com seu melhor amigo Rudy Steiner.

Quando tudo parece transcorrer normalmente, se depara com uma situação, ao mesmo tempo, perigosa e excitante, os Hubermmans acolhem um ex-lutador judeu em seu porão, Max Vandenburg, que viria se tornar quase que um amigo oculto.

Quando não estava com Rudy, era esse personagem que lhe preenchia seus vazios, alimentando nela, toda sua ánsia pelos livros.

Se quiserem saber mais um pouco sobre a sordidez humana, recomendo, pois nos mostra que até a narradora, se assombra com nós seres humanos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Circuito Underground de Música


No meu perfil, fui bem genérico quanto aos meus filmes, músicas e livros preferidos, com certeza faltaram muita coisa, que até posso editar quando quiser, mas não o farei agora, além daquilo que coloquei, existem muitos outros trabalhos, fantásticos por si só.
Só vou entrar no mérit
o da música. Temos um trabalho underground, com muito bom gosto, muitas vezes irônico, mas de excelente qualidade, cito: Karnak, Língua de Trapo, Premê, que inclusive, com a versão São Paulo, São Paulo, foi escolhida, junto com Sampa, de Caetano Veloso e Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, como a música mais representativa da cidade, temos o Maurício Pereira, que junto com o André Abujamra, formou Os Mulheres Negras, todos trabalhos de excelente qualidade, mas que infelizmente não chega aos ouvidos do grande público.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Música de qualidade


A pouco tempo, estava trocando e-mails com André Abujamra, cantor, compositor, multinstrumentista e ator brasileiro. Ele é filho do diretor de teatro e ator Antônio Abujamra, a quem, inclusive, admiro muito.
Questionei um comentário feito por ele, em um programa do canal Brasil, em que ele dizia que devíamos acabar com todos os preconceitos, a nível de cultura, que deveríamos achar algo de b
om naquilo que não gostamos, citou, inclusive, uma dupla sertaneja.
Sou a favor da democratização da cultura, espaços iguais a todos, dar chance ao povo de escolher, o que melhor lhe agrada, tocar nas rádios, uma dupla sertaneja, mas também, na mesma proporção, tocar Chico Buarque de Holanda, um conjunto de pagode, mas também, Milton Nascimento, confio muito na inteligência do povo, ele saberia filtrar muito bem, o que tem valor, descartaria o meramente comercial, mas infelizmente isso é um sonho muito difícil de realizar.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Iniciando esse blog, com respeito a todos os leitores, aceitando todas as observações e comentários.